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Estrabismo em adultos: um perigo à espreita

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O Estrabismo consiste numa alteração do paralelismo entre os dois olhos, que apontam para diferentes direções. Esta doença ocular pode ocorrer na criança desde os primeiros meses de vida e ser corrigida por tratamento médico e/ou cirúrgico; pode surgir também no adulto por diferentes razões.

Na verdade, o estrabismo é uma perturbação que afeta o paralelismo entre os dois olhos e pode ser classificado de maneiras diferentes. Pode ser convergente (esotropia), quando um ou ambos os olhos se dirigem para dentro apontando na direção do nariz, mas também pode ser qualificado de divergente (exotropia), que ocorre quando um ou os dois olhos se movem para fora; por sua vez na presença de movimento vertical (hipertropia ou hipotropia), o deslocamento ocular ocorre para cima ou para baixo.

Quando estes desvios oculares são constantes e acontecem sempre no mesmo olho são classificados de monoculares. Quando se manifesta num olho e depois no outro olho denomina-se estrabismo alternante. Existe ainda uma outra variedade, isto é, podem ser intermitentes, o que significa que apenas surgem às vezes ou latentes, também conhecidos de forias, quando a perda do alinhamento apenas é visível em determinadas condições, como por exemplo em através do recurso à avaliação de fotografias anteriores.

Conforme já referimos o estrabismo é uma perturbação em que os olhos estão desalinhados e apontam para diferentes direções. É uma doença ocular relativamente frequente que ocorre em 4% das crianças e em menos de 1% dos adultos.

Contudo, vale a pena realçar que o estrabismo em adultos pode ser originado desde a infância ou ainda ser provocado por um acidente ou doença na vida adulta.

Como sintomas mais comuns de estrabismo encontramos a visão dupla, cansaço visual ou dor de cabeça. Existem mesmo casos de pessoas que fecham um olho para ver melhor com o olho não desviado. Outros doentes desenvolvem torcicolos, devido à inclinação ou rotação da cabeça, o que acontece com a intenção de unir as imagens e possibilitar a utilização os dois olhos em simultâneo.

Tratamento do estrabismo em adultos é possível

Existem diversos estudos que atestam que o estrabismo é prejudicial para a interação social, mas também para a autoestima, autoconfiança e a inserção da pessoa estrábica na sua área profissional. Por essa razão, o tratamento do estrabismo em adultos não deve ser encarado apenas como uma questão estética, já que ter a aparência normal dos olhos através do seu correto alinhamento garante uma melhor qualidade de vida em várias vertentes.

Na verdade, não existe nenhuma idade limite para efetuar tratamento médico e/ou cirúrgico no adulto com estrabismo, pois os olhos podem e devem ser alinhados em qualquer idade.

Os oftalmologistas mais vocacionados para o tratamento de desvios oculares em adultos são geralmente também aqueles que estão especializados em oftalmologia pediátrica e estrabismo.

Os tratamentos médicos mais habituais para a correção do estrabismo na criança incluem a aplicação de colírios, uso de óculos, exercícios ortóticos para o fortalecimento dos músculos, ou mesmo à oclusão do olho com visão normal para estimular o outro com deficiência, particularmente nos casos de ampliopia.

Apenas se recomenda a cirurgia quando o desvio se mantém mesmo após a correção do problema que provocava o estrabismo. A dimensão do desvio irá determinar se os músculos de apenas um ou dos dois olhos devem ser operados.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa o tratamento do estrabismo no adulto não é difícil nem impossível. Existem inclusivamente várias opções para o tratamento de estrabismo em adultos, seja através de óculos, prismas, cirurgia, ou também com o recurso a injeção de toxina botulínica (designado por Botox) aplicada diretamente nos músculos extraoculares.

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