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Quais são as causas e os diferentes tipos de retinopatia?

Falamos de retinopatia quando queremos designar lesões não inflamatórias na retina. Normalmente associadas a diferentes tipos de doenças sistémicas, as retinopatias podem assumir várias formas. Neste artigo abordaremos as retinopatias mais comuns de forma a perceber como são causadas e que implicações têm.

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Falamos de retinopatia quando queremos designar lesões não inflamatórias na retina. Normalmente associadas a diferentes tipos de doenças sistémicas, as retinopatias podem assumir várias formas. Por essa razão, fará mais sentido falar delas no plural.

Neste artigo abordaremos as retinopatias mais comuns de forma a perceber como são causadas e que implicações têm.

1 – Retinopatia diabética

A retinopatia diabética diz respeito à lesão causada na retina por complicações que advém da diabetes mellitus.

No caso de doentes com diabetes tipo 1, a progressão pode ser atenuada através do uso de medicamentos que regulam tanto a diabetes como a hipertensão arterial.

Estar atento aos níveis de açúcar no sangue e aos níveis de hipertensão é fundamental já que, a retinopatia diabética poderá levar à cegueira. Um diagnóstico precoce poderá ajudar a que o problema seja controlado mais cedo, atrasando a progressão da doença que tem, ao todo, quatro fases:

Fase inicial (não proliferativa): altura em que ocorrem os microaneurismas, resultado da dilatação de pequenos vasos sanguíneos que se encontram na retina.

Fase moderada (não proliferativa): nesta etapa, alguns vasos sanguíneos ficam bloqueados.

Fase severa (não proliferativa): nesta fase, uma quantidade maior de vasos sanguíneos é bloqueada e algumas partes da retina deixam de receber sangue.

Retinopatia proliferativa: trata-se da fase mais avançada da doença. Devido à falta de oxigénio, a retina envia sinais para que sejam criados novos vasos sanguíneos que acabam por crescer frágeis e defeituosos (estes são o alvo do tratamento com laser).

2 – Retinopatia hipertensiva

A retinopatia hipertensiva é uma lesão na retina que surge como consequência da hipertensão. Este tipo de retinopatia também requer um acompanhamento constante. Se, por exemplo, sofrer de hipertensão, é recomendado que faça exames regulares à visão.

Em estados iniciais, os sintomas da retinopatia hipertensiva não são facilmente identificáveis, mas à medida que o problema progride surgem sinais a que deve estar atento. Entre eles destacam-se a dificuldade em ver, o aumento da sensibilidade à luz e dores de cabeça.

Para controlar a retinopatia hipertensiva é necessário controlar a hipertensão arterial.

3 – Retinopatia da prematuridade

A retinopatia da prematuridade é um tipo de retinopatia que ocorre em recém-nascidos prematuros. Quando o nascimento é prematuro, a vascularização da retina nem sempre se encontra totalmente desenvolvida. Como tal, o desenvolvimento acaba por se dar fora do útero, o que pode dar origem a anomalias ou deformações no globo ocular.

O risco de retinopatia aumenta com a diminuição do peso do bebé. Crianças que nascem com menos de 30 semanas de gestação e peso inferior a 1,25 quilogramas são as mais afetadas. Problemas cardíacos podem também agravar a situação.

Com a melhoria dos cuidados neonatais, os casos de retinopatia têm vindo a diminuir não só no que toca à frequência, como também no que diz respeito à gravidade.

Em Portugal, por exemplo, cerca de 75% dos bebés recém-nascidos já são acompanhados por um oftalmologista, de maneira a que a retinopatia da prematuridade seja identificada e tratada desde cedo.

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