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Quais são as causas do estrabismo? Aprenda agora!

Por definição, o estrabismo é uma disfunção que resulta na perda de paralelismo entre os olhos. Dependendo dos casos, o desvio pode ser leve ou acentuado. Além de ser um problema na visão, o estrabismo tem implicações psicológicas, uma vez que afeta a aparência do doente. Descubra neste post as causas do estrabismo.

Por definição, o estrabismo é uma disfunção que resulta na perda de paralelismo entre os olhos. A causa pode estar relacionada ao posicionamento anatómico ou desequilíbrio na função dos músculos oculares e/ou na baixa qualidade da visão devido a graduação dos óculos ou perda da transparência dos meios ópticos (por exemplo a catarata congénita).

Dependendo dos casos, este desvio pode ser leve ou acentuado. Além de ser um problema para a visão, o estrabismo tem implicações psicológicas, uma vez que afeta a aparência do doente.

Na origem do problema está a incapacidade de coordenar de forma precisa os seis músculos de cada olho para que estes se foquem no mesmo objeto.

Para que sejamos capazes de focar um objeto, é necessário que estes doze músculos trabalhem de maneira coordenada e harmoniosa, de forma a garantir a fusão, no cérebro, das imagens obtidas por cada olho em separado.

Mas como é que estes músculos são coordenados?

A resposta está no cérebro, o órgão responsável pelo envio de impulsos nervosos que asseguram a coordenação. Quando alguma doença ou problema (Síndrome de Down, tumores cranianos, acidentes vasculares cerebrais, ou paralisia cerebral ou de nervos cranianos) compromete o bom funcionamento do cérebro, podem ocorrer casos de estrabismo.

São várias as causas do estrabismo

No que diz respeito às causas do estrabismo, estas podem ser variadas.

Nos adultos, o estrabismo é normalmente o resultado de um problema como os que referimos acima (por exemplo, paralisia de nervo craniano devido à descompensação do diabetes).

Já nas crianças, pode aparecer desde o nascimento (estrabismo congénito associado a problema anatómico dos músculos oculares), ou entre os 2 e os 5 anos, sendo resultante do esforço permanente para focar imagens (normalmente associado a casos de hipermetropia, chamado de estrabismo acomodativo).

Dependendo dos casos, o problema pode ser tratado com o uso de óculos ou através de cirurgia.

Existe também registo daquilo que os oftalmologistas consideram como estrabismo hereditário, ou seja, quando o problema tem origem no histórico familiar. Embora este não seja determinante, o facto de um familiar ter estrabismo pode aumentar o fator de risco.

Tipos de estrabismo

Dependendo do comportamento do olho, podemos definir diferentes tipos de estrabismo.

No que diz respeito ao paralelismo dos olhos, podemos distinguir 3 tipos de estrabismo:

Estrabismo concomitante quando o desvio é constante em qualquer posição do olhar.

Estrabismo intermitente quando os olhos geralmente estão alinhados, mas com desvios de vez em quando.

Estrabismo latente é praticamente impercetível e só pode ser observado com testes oculares.

Já no toca à direção do olhar, podemos enquadrar o estrabismo em:

Estrabismo convergente (esotropia): olho desvia-se para dentro, em direção ao nariz;

Estrabismo divergente (exotropia): olho desvia-se para fora; 

Estrabismo vertical: olho desvia-se para cima ou para baixo.

Na grande maioria dos casos, o estrabismo tem cura ou pode ser corrigido. Se detetar sintomas/sinais como olhos desalinhados, visão dupla (diplopia), perda de perceção de profundidade ou movimentos oculares descoordenados, consulte o seu oftalmologista.

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