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Patologias oculares: a Prevenção é a melhor solução

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O rastreio oftalmológico a crianças pode ajudar a prevenir patologias oculares na idade adulta.

A afirmação não oferece dúvidas e, por isso, o Serviço de Oftalmologia do Hospital de São Sebastião, em Santa Maria da Feira, então dirigido por Salgado Borges implementou, desde 2001, um projecto em parceria com a Câmara Municipal de Santa Maria da Feira liderado pela Dra. Madalena Monteiro, cujo objetivo consistiu na deteção de fatores passíveis de provocarem graves problemas visuais, como a cegueira e a ambliopia.

A iniciativa foi dirigida, numa fase inicial, a crianças entre os 3 e os 5 anos de idade. Um período fundamental, afiança Salgado Borges, pois “se a criança não desenvolve a sua visão até esta altura, nunca mais o fará”.

Em 2005, as acções de rastreio pediátrico estenderam-se, igualmente, a crianças com 1 ano de idade, num claro respeito pelo valor inequívoco da prevenção primária, também defendido pelo Programa Nacional de Saúde da Visão.

Rotativamente, os alunos das escolas do município foram observados por uma equipa formada por um oftalmologista, por uma técnica e por um voluntário por forma a diagnosticarem patologias e encaminharem os casos com alterações para tratamento adequado.

Até ao momento “já foram rastreadas mais de 45 mil crianças, sendo que 7 por cento apresentam suspeitas de patologia”.

O projecto, garante Salgado Borges, é “inovador e foi já galardoado pelo Lions Club dos Estados Unidos da América como trabalho de mérito executado a nível internacional”.

O rastreio pediátrico continuar, assegura o especialista, “porque a detecção precoce de alterações oculares permite que a criança cresça saudável e consiga ter uma vida normal”.

E como se pretende que a medicina preventiva ganhe terreno à correctiva, convém colocar em evidência os principais momentos que pedem um exame oftalmológico.

De acordo com Salgado Borges, “todos os indivíduos precisam de ser consultados esporadicamente, consoante as características que reúnam e a altura da vida em que se encontram.

O aparecimento de sintomas visuais e a presença de uma história familiar positiva obrigam a uma consulta de Oftalmologia assim que possível”.

Salgado Borges deixa alguns exemplos: “Nenhuma criança devia entrar para a escola sem uma avaliação oftalmológica prévia, assim como um jovem entre os 15 e os 17 anos, antes de atingir a idade adulta”.

Da mesma forma, prossegue o especialista, “um indivíduo adulto, mesmo sem queixas, deve fazer um exame oftalmológico periódico, pelo menos de quatro em quatro anos, de forma a serem prevenidas doenças oculares que, se identificadas atempadamente, podem ser corrigidas ou os seus efeitos retardados”.

Obviamente, este espaçamento entre consultas é menor se houver uma predisposição genética para patologias oftalmológicas, como é o caso do glaucoma, uma doença do nervo óptico susceptível de provocar a perda de visão e que, segundo Salgado Borges, é “um dos problemas mais importantes do ponto de vista da urgência de tratamento”.

Entre as doenças de maior incidência, destacam-se, ainda, a catarata – embora resolúvel por meio de cirurgia -, a Degenerescência Macular e a diabetes ocular, uma das principais causas da cegueira, em Portugal. Um grupo de patologias, diz Salgado Borges, “com relação directa à idade, pelo que a tendência para a sua diminuição é pouco provável, tendo em conta o aumento da esperança de vida”.

O que será garantidamente melhor, afiança Salgado Borges, “é a forma de tratamento destes problemas, graças aos trabalhos de investigação efectuados na área e aos consequentes avanços na oftalmologia”.

Também os desenvolvimentos alcançados no campo da genética, prossegue o especialista, “poderão trazer no futuro soluções para o controlo e prevenção de uma série de patologias de predisposição hereditária. Provavelmente aí será possível evitar doenças que agora são inevitáveis”.

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