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Já ouviu falar de Degenerescência Macular Relacionada com a Idade?

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A Degenerescência Macular Relacionada com a Idade (DMRI) é uma doença que atinge principalmente as pessoas com mais de 60 anos de idade, que resulta do “envelhecimento” da mácula, a zona mais sensível e nobre da retina.

Existem 2 formas de apresentação. Uma forma “seca” ou “atrófica” e uma forma “húmida” ou “exsudativa” que embora menos frequente, é a responsável pela maioria de casos de cegueira associados à DMRI.

Sintomas da Degenerescência Macular Relacionada com a Idade

Uma vez que a mácula é afetada na DMRI, o doente pode referir uma mancha no centro do campo visual, alteração da visão das cores e imagens distorcidas ou enevoadas ou com alteração do tamanho ou forma dos objetos.

Com a alteração da visão central o doente passa a ter dificuldade em ler, escrever, reconhecer as faces, ver televisão, etc.

Na maioria dos casos há um envolvimento de ambos os olhos, podendo variar o atingimento bilateral entre alguns meses e alguns anos.

Causas da Degenerescência Macular Relacionada com Idade

Embora as causas da DMRI não sejam conhecidas apontam-se como possíveis fatores de risco, embora muitos não confirmados.

Fatores individuais:

Idade

História familiar de DMRI

Alimentação – Uma alimentação rica em frutos frescos e legumes (anti-oxidantes naturais) poderá retardar ou reduzir a gravidade da doença. Perante uma alimentação desequilibrada e pobre em antioxidantes o médico poderá receitar suplementos antioxidantes, que se acredita poderem retardar a evolução da doença.

Condições Ambientais:

Exposição ao sol (proteger os olhos dos raios solares azuis e UV)

Exposição ao fumo do tabaco

Diagnóstico e tratamento da Degenerescência Macular Relacionada com Idade

A DMRI é diagnosticada pelo Oftalmologista através da observação do fundo ocular e de exames específicos tais como a Angiografia Fluoresceínica e o OCT, que permitem observar pormenorizadamente a retina.

Os tratamentos disponíveis vão desde a possível utilização de antioxidantes até à cirurgia para remoção de membranas neovasculares, à fotocoagulação pelo laser e, mais recentemente, à injecção intra-vítrea de anti-angiogénicos.

Uma vez que os tratamentos disponíveis não garantem a cura, é fundamental tentar controlar a doença e estar atento à evolução das lesões.

Para este efeito, deverá ser recomendado ao doente a realização frequente de um teste muito simples (grelha de Amsler), cuja alteração (distorção das linhas) é uma indicação preciosa para o doente consultar rapidamente o seu oftalmologista.

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