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Daltonismo: o que é e como diagnosticar esta doença?

Descrito como a incapacidade total ou parcial de ver cores, o daltonismo (ou discromatopsia) é uma deficiência visual que afeta uma parte significativa da população. O problema é normalmente diagnosticado em criança, mas existe um grupo de pessoas com um grau de daltonismo que, por ser baixo, nunca foi diagnosticado.

Descrito como a incapacidade total ou parcial de ver cores, o daltonismo (ou discromatopsia) é uma deficiência visual que afeta uma parte significativa da população. O problema é normalmente diagnosticado em criança, mas julga-se que existe um grupo de pessoas com um grau de daltonismo que, por ser baixo, nunca foi diagnosticado.

Na maioria dos casos, o daltonismo trata-se de uma condição genética hereditária. A deficiência visual advém de um erro no cromossoma X, responsável pelos genes que produzem os fotopigmentos.

Esta falha genética faz com que os cones da retina não se desenvolvam totalmente, gerando assim o daltonismo.

Por se tratar de um problema no cromossoma X, os homens são normalmente mais afetados do que as mulheres. Isto não quer dizer, todavia, que as mulheres estejam imunes ao daltonismo.

Há também que salientar que, apesar de ser um problema maioritariamente hereditário, existem outras doenças que podem levar à incapacidade de percepção das cores.

Casos como diabetes, esclerose múltipla ou glaucoma poderão estar na origem do problema, tal como a ingestão de alguns medicamentos. Por essa razão, o diagnóstico médico é fundamental em qualquer dos casos.

Como identificar o daltonismo?

Especialistas afirmam que pessoas com visão normal conseguem distinguir 150 tons de cores diferentes. Assim sendo, o daltonismo identifica-se quando o paciente vê um número de tons inferior. Para identificar se há daltonismo e qual o nível, são realizados vários testes.

O mais conhecido e mais simples é provavelmente o Teste de Ishiara, que esconde informação numérica dentro de círculos de cores diferentes.

A maioria dos diagnósticos é feita em criança, todavia só os casos mais graves é que são normalmente diagnosticados.

Quando o nível de daltonismo é baixo, muitas vezes passa despercebido tanto aos pais (que acreditam que o filho apenas está a confundir as cores) como às próprias crianças (que, por sempre terem visto da mesma forma, acreditam que vêem bem).

Quais os diferentes tipos de daltonismo?

O daltonismo pode ser distinguido de duas formas: pela localização da deficiência (ou seja, pelo cone da retina afetado); e pelo grau da deficiência visual (total ou parcial).  Assim sendo, distinguimos entre:

Daltonismo ou discromatopsia total:

Protanopia: daltónico com dificuldade em distinguir todos os tons de vermelho.

Deuteranopia: daltónico com dificuldade em distinguir todos os tons de verde.

Tritanopia: daltónico com dificuldade em distinguir todos os tons de amarelo.

Daltonismo ou discromatopsia parcial:

Protonomalia: daltónico com dificuldade em distinguir alguns tons de vermelho.

Deuteranomalia: daltónico com dificuldade em distinguir alguns tons de verde.

Tritanomalia: daltónico com dificuldade em distinguir alguns tons de amarelo.

Apesar da evolução no estudo do daltonismo, esta deficiência na percepção visual não tem cura. Nos últimos anos, têm sido feitos esforços para melhorar a qualidade de vida através da criação de óculos para daltónicos ou filtros que lhes permitem distinguir um maior número de tonalidades.

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