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Visão subnormal ou baixa visão: existem vários níveis de cegueira?

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Quando falamos de um cego ou deficiente visual, normalmente associámo-lo a alguém que por motivos fisiológicos ou neurológicos é completamente incapaz de ver.

Embora esta noção não esteja completamente desajustada, a verdade é que existem diferentes graus/níveis para a condição de visão extremamente reduzida e cegueira, ou seja, alguém que tenha visão subnormal pode na verdade não ser completamente cego.

Clinicamente, utilizam-se os termos visão subnormal ou baixa visão quando existe um comprometimento não corrigível da função visual que torna impossível a realização de tarefas do dia-a-dia, mesmo quando já foram usados recursos como óculos, lentes ou até mesmo implantes intra-oculares.

O estudo da baixa visão ou visão subnormal é uma especialidade que junta oftalmologistas e técnicos da visão. Para classificar o nível de visão existem diferentes escalas que ajudam a distinguir entre cegueira parcial e cegueira total.

Enquadram-se nos casos de cegueira parcial os indivíduos que conseguem, por exemplo, contar dedos a uma distância muito curta (a menos de 5 metros) ou perceber a existência e o movimento de vultos. Num nível de cegueira superior, mas ainda sem que esta seja total, estão também aqueles que conseguem perceber se há luz e de onde é que ela vem.

Estes deficientes visuais têm normalmente maior facilidade de adaptação do que os que sofrem de cegueira total. Nos casos de cegueira total, os indivíduos são incapazes de distinguir o claro do escuro, o que os impede, por exemplo, de saber se é dia ou noite.

Quais as causas da baixa visão? E quem é mais afetado?

Por detrás da visão subnormal podem estar várias causas. O problema afecta sobretudo a população mais idosa, já que pode estar associada a problemas oculares (glaucoma, cataratas, descolamento da retina, degenerescência macular) ou não oculares (como a diabetes e a hipertensão).

Nas crianças, os casos de visão subnormal estão normalmente associados a doenças congénitas ou a casos de nascimento prematuro.

O problema afecta ambos os géneros de forma semelhante. No que diz respeito à distribuição geográfica, sabe-se que a esmagadora maioria de deficientes visuais vivem em países em desenvolvimento.

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