329-logo-blog-sticky
  • ATIVIDADE ACADÉMICA
    VER PÁGINA

Estudos revelam que é possível identificar Doença de Alzheimer através de OCT-A

Os investigadores revelaram que os pequenos vasos sanguíneos da retina na parte de trás do olho estão alterados em pacientes com Alzheimer. Aliás, inclusivamente os pacientes com histórico familiar da doença, mas que não apresentam sintomas, evidenciaram os mesmos sinais reveladores.

Home Clinsborges
 

Através de resultados obtidos com recurso à angiotomografia de coerência ótica vários investigadores da Duke University, localizada nos EUA, revelaram que alterações estatisticamente significativas podem ser identificadas nas retinas de pacientes com Alzheimer. Esta novidade foi divulgada num estudo recente, publicado na revista Ophthalmology Retina e, devido ao seu elevado valor científico, merece atenção, pois é de facto uma descoberta entusiasmante.

Na verdade, foram os resultados obtidos através de 2 estudos que evidenciaram que um novo dispositivo de imagem não invasivo pode identificar sinais da doença de Alzheimer em poucos segundos.

Os investigadores revelaram que os pequenos vasos sanguíneos da retina na parte de trás do olho estão alterados em pacientes com Alzheimer. Aliás, inclusivamente os pacientes com histórico familiar da doença, mas que não apresentam sintomas, evidenciaram os mesmos sinais reveladores.

“Em pessoas com cérebros saudáveis, os vasos sanguíneos microscópicos formam uma rede densa na parte de trás do olho, dentro da retina, o que foi encontrado nos 133 participantes do estudo. Nos olhos dos doentes com Alzheimer, essa rede era menos densa e até escassa em alguns locais, isto depois de controlarmos fatores como idade, sexo e nível de educação”, explicou Sharon Fekrat, principal autor do estudo.

O que é a Angiotomografia de Coerência Ótica – Optical Coherence Tomography Angiography (OCT-A)?

Corresponde a um novo tipo de equipamento de imagem precisa e não invasiva e foi essencial para estas pesquisas relacionadas com a ligação do olho à doença de Alzheimer, permitindo aos médicos observarem os vasos mais pequenos localizados na parte posterior do olho, incluindo os glóbulos vermelhos que se movem através da retina.

Vale a pena realçar também que mais de 200 pacientes foram examinados neste estudo: 39 indivíduos com doença de Alzheimer e 37 com défice cognitivo ligeiro (MCI, na sigla em inglês), além de 133 indivíduos saudáveis.

Sharon Fekrat (professora de Oftalmologia da Duke University) é a oftalmologista que assumiu-se como principal autora do estudo, realizado em conjunto com o colega Dilraj Grewal (professor associado de Oftalmologia da Duke University).

Os dois especialistas contaram também com o apoio de uma equipa de investigadores, cuja principal motivação para este trabalho foi criar um impacto positivo na vida dos pacientes com Alzheimer.

Share this article

Deixe um comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *