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Reflexão sobre as dificuldades e oportunidades na Saúde em Portugal

No âmbito do Serviço Nacional da Saúde (SNS) as principais adversidades com que deparamos hoje são as limitações orçamentais no que diz respeito a recursos humanos e técnicos, assim como a motivação dos profissionais da saúde e a satisfação dos doentes.

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Vivemos hoje um período em que tudo o que se passa à nossa volta parece estar prestes a se desmoronar, caminhando-se a passos largos para o abismo.

A Saúde parece não escapar a esse destino. Se, por um lado, os tempos actuais e os que se avizinham são repletos de interrogações e dificuldades, não poderemos deixar de realçar que terá sempre de haver maneira de se poderem resolver as contrariedades; por outro lado, deveremos aproveitar as oportunidades, pelo que será fundamental não as deixar escapar.

No âmbito do Serviço Nacional da Saúde (SNS) as principais adversidades com que deparamos hoje são as limitações orçamentais no que diz respeito a recursos humanos e técnicos, assim como a motivação dos profissionais da saúde e a satisfação dos doentes.

As contratualizações, em moldes cada vez mais restritivos, impedem muitas vezes os Serviços de contratar os profissionais mais capazes e muitas vezes imprescindíveis para se levarem a cabo projectos onde já foram gastos muitos milhões de euros e que permitiriam o cumprimento de objectivos assistenciais básicos tais como o atendimento, a realização de tratamentos e a execução de cirurgias em tempos aceitáveis.

Compreendemos que nem sempre é facil actuar globalmente num sistema tão heterogéneo e abrangente como o actual, mas achamos que é fundamental ter a sensibilidade para considerar as características peculiares de cada instituição e manter motivados os profissionais e satisfeitos os doentes.

É imprescindível uma actualização condigna dos vencimentos por forma a ter profissionais que não se envergonhem do que ganham e que deixe de ser necessário recorrer a tantas horas extraordinárias; só assim deixará de se assistir a uma debandada geral dos mais capazes e sua substituição pela contractualização dos mais novos (por uma bagatela), que no actual mercado de trabalho não têm alternativa.

Mas é também imprescindível que se proceda a um preenchimento das vagas nos locais mais periféricos, não apenas com médicos isolados mas com verdadeiras equipas funcionais.

Uma mais-valia do SNS são os recursos técnicos instalados em muitas das actuais instituiçõas, nomeadamente em áreas como os Cuidados Intensivos, Técnicas de Imagem Diferenciadas, Cirurgias de Intervenção, Transplantação de Orgãos e Tecidos, etc., que são um bem precioso que não deve ser ignorado e não pode ser desperdiçado.

Assim, é necessário ter o discernimento para dimensionar correctamente os serviços e aproveitar as excelentes capacidades humanas e técnicas existentes num Serviço de Saúde do qual nos deveremos orgulhar quando comparado com o que se passa em muitos países europeus e americanos já para não falar nos africanos ou asiáticos.

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